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O colunista Felipe Rossi estreia garantindo que o meia Rafael Oller será negociado (Foto: Divulgação/São Carlos FC) |
Escrito por Felipe Rossi*
Um misto de emoções transborda
pelas próximas linhas deste texto: a alegria de escrever minha primeira coluna
neste espaço que será encoberta pela tristeza do rebaixamento do São Carlos
Futebol Clube, além de um sentimento de mágoa misturado com raiva pela
indiferença gigantesca dos novos gestores do clube nessa situação medíocre em
que o clube chegou.
Em nove anos, o São Carlos FC foi
liderado por Julinho Bianchim, empresário de nossa cidade. Neste período, o
clube conquistou dois acessos (2005 e 2011) sendo campeão em seu primeiro
torneio, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Porém, a Águia da Central
amargou o descenso após seu segundo ano na divisão de acesso do futebol
paulista (Série A2); episódio que marcou o fim da Era Julinho na equipe, após
quase uma década sem qualquer apoio político ou retorno financeiro.
Havia uma solução: buscar um
investidor. E veio o português Carlos Antunes, da cidade de Santos. Com seu
orgulho, seu dinheiro e uma numerosa diretoria, chegou prometendo muito, mas
fazendo pouco. Em campo, montou um grupo ruim para a Copa Paulista, comandado
pelo são-carlense Roberto Oliveira, cria do futebol tocantinense. Mostrou-se
fraco, mas ficou. Assim como boa parte do elenco, montado por empresários
loucos por grana.
Chegou a Série A3, era a hora de
mostrar serviço! Não mostrou. Chegaram atletas piores que os que aqui estavam;
atletas importantes se lesionaram (como o zagueiro Éverson e o goleiro Filippi)
e não houve reposição. Roberto Oliveira foi demitido e o que poderia ser uma
solução, se tronou problema: o técnico da base, Rodrigo Santana, assumiu
interinamente e assim ficou até o fim.
Nos bastidores, confusões ainda
maiores: jogadores forçando ou pedindo dispensa aos montes, casos de Jordy
Guerreiro, Amarildo, Carlos Alberto, Valmir (que nem deveria ter vindo);
cozinheiras do clube sem receber o FGTS, ônibus apedrejado, brigas no
vestiário... Poderíamos listar os erros, mas de nada adianta isso agora, seria
como abrir os olhos no escuro.
Fica, então, a tristeza por mais
uma queda e a lamentação em saber que, desta vez, quem é da cidade fica e
chora, e quem não é, pode ir embora sorrindo a qualquer hora.
BOLA EM JOGO:
Tudo está parado
Futebol profissional em São Carlos, só em 2015. No mínimo,
um ano parado.
Humildade é o caminho
Se Carlos Antunes deixar sua arrogância de lado, poderia
chamar o Julinho de volta ao clube, afinal ele ainda é vice-presidente, né?
Cão de guarda
Julinho poderia ser no mínimo o cão de guarda do torcedor
são-carlense, que já não confia mais no Carlos Antunes.
Volta Julinho!
Com Julinho e seus homens de confiança, o São Carlos não
rebaixaria em uma Série A3 tão fraca...
Boa sorte
Rafael Oller está fazendo as malas! Vasco já teve uma
proposta rejeitada, mas Santos e São Paulo também estão de olho no garoto.
*Felipe Rossi tem 23 anos e é jornalista esportivo. além de graduando
em Ciências Sociais na UFSCar. Apaixonado pelos times da Cidade do Clima,
frequenta as arquibancadas do Luisão desde o fim da década de 1990.
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